A DPOC ocupa os primeiros lugares nas causas de morte no Brasil e no mundo,talvez, fruto do aumento de fumantes nos últimos quarenta anos. Consequentemente, é significativo o número de leitos ocupados, anualmente, por estes pacientes, consumindo vultuosas quantias financeiras dos cofres públicos. Esta realidade, entretanto, contrasta-se com o fato de ser uma doença tratável e prevenível, mas, que avançará, estatisticamente, na eventualidade, de não ser combatida com todo vigor necessário.
Múltiplos são os fatores envolvidos na sua origem. Fatores genéticos, ambientais, inflamatórios e outros, são conhecidos na atualidade. Trata-se de uma enfermidade, que afeta, principalmente, fumantes a partir dos quarenta anos de vida, evoluindo com a piora da qualidade de vida e alta mortalidade. Sabe-se, que aproximadamente 20% dos fumantes desenvolvem a doença. Geralmente, evolui silenciosamente por anos, antes de manifestar-se do ponto de vista clínico. Quando o paciente percebe a natureza do problema médico, não raro, danos orgânicos já aconteceram. Bronquite crônica, enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, perda de peso acentuado, massa muscular diminuída, são alguns dos exemplos. Eles,não somente, tipificam a gravidade, mas, também o caráter sistêmico, que afeta o corpo humano como um todo.
Os sintomas clássicos são: tosse, expectoração e “falta de ar.” Na eventualidade do leitor ser fumante e apresentar sintomas, que relacionem-se com a dpoc, procure, de imediato, seu médico de confiança. Certamente, ele fará o diagnóstico correto para o seu caso em particular. Sendo confirmadas as suspeitas, inicie logo o tratamento. A medicina moderna, dispõe de largo arsenal terapêutico medicamentoso, não medicamentoso e cirúrgico, que ajudarão os portadores da dpoc, na tarefa de alterar marcadores e desfechos, nem sempre relacionados com a boa evolução clínica.
Cabe assinalar, que o tabagismo é o principal fator de risco para a dpoc. Como tal, deve ser combatido com tenacidade. A classe médica vem alcançando bons resultados nesta direção, inclusive, utilizando métodos eficazes e medicamentos já disponíveis no mercado nacional.
Dr. Marco Aurélio Paiva
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